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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

CAVALGADA EM VARRE-SAI



      Acabei de assistir, aqui em Varre-Sai, a uma linda cavalgada em comemoração ao Dia da Padroeira do Brasil - 12 de outubro.

      Impressionou-me o elevado número de cavaleiros. Soube, depois, que vieram de várias cidades da redondeza. Não é um acontecimento qualquer. A notícia corre e os cavaleiros vêm.  
     Enquanto passavam os cavaleiros, lembrei-me de certos acontecimentos e vim logo registrá-los.
     Em 1984, decidi que faria algumas excursões pelo Brasil. 
     Não iria muito longe, eu sei, nem sairia do País. Sou pobre. Não bastando ser de origem pobre, ainda escolhi uma profissão que não oferece oportunidade de "enricar": professora!
     Procurei Elza Gorini, então minha vizinha, hoje com novo endereço no outro mundo. Ela conhecia o Brasil de Norte a Sul e já repetira muitas excursões. Só viajava de ônibus. Tinha "cisma" de avião com certeza.
     Decidi que começaria por visitar o Santuário de Nossa Senhora Aparecida/SP. Assim o fiz.
     No ano seguinte, que lástima! Lá se foi meu sonho de viajar! Meu mundo caiu diante de um acontecimento que dividiu minha vida em "antes" e "depois": uma cirurgia. Ou melhor: o resultado da biópsia.
     Retornei à Aparecida/SP anos depois. Amei participar de uma romaria! Totalmente diferente de ir de carro próprio. O clima, já no ônibus, é de religiosidade.
     Adentrei o Santuário apinhado de fieis de toda parte. Não havia lugar nem para me encostar.
     Ah, Senhor, pelo menos livre-me do cansaço! Já não aguento ficar em pé por muito tempo e não vejo possibilidade de me sentar!
     Já recebeu de Deus uma resposta imediata a um pedido seu? Eu recebi. Experimentei, tão logo pedi, um conforto geral por todo o meu corpo. Totalmente descansada. Só que durou apenas uns minutos. Que pena?! Que nada! Ali ao lado, surgiu um lugar para mim...
      Era a vez de pedir por meu pai. Homem bravo, que me metia medo desde criancinha. Pouco me lembro dele brincar ou contar história, estas coisas. Cabeça dura. Já estava velho e não mudava. E havia muito o que mudar, pensava eu.
      "Meu Senhor, eu Lhe peço, com a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, pela conversão de meu pai. Que eu possa vir aqui, no próximo ano, na companhia dele, para Lhe agradecer." 
     Ano que vem? Que nada. Naquele ano mesmo - 1994, em dezembro - meu pai começou sua peregrinação por médicos e remédios. Em fevereiro/1995, Dr. Tadeu diagnosticou "câncer de próstata".
      Lá se foi meu pai quando começamos a nos conhecer, entender, compreender...
      Não quis saber de pedir mais nada com a mediação de Nossa Senhora Aparecida. 
      Então veio mais um susto. Nódulo no seio. Surgiu seis meses após o início de reposição hormonal. Meu médico, Dr. Edyomar Vargas (que Deus o tenha!), jurava que era maligno.
      Já beirando a exaustão, decidi que deixaria Deus cuidar de tudo para mim. Deixei. Fiz a minha parte: consultas médicas e exames preparatórios. 
      Em oração e de olhos fechados, vi uma ponta do manto que cobre a imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, encontrada no Rio Paraíba do Sul, conhecida por nós, brasileiros, com o título de " Aparecida".
      Luciene, minha irmã, ficou muito surpresa quando partilhei com ela esta experiência. Perguntou-me a que horas aconteceu, etc. E me informou que, naquele dia e hora, ela e tia Memena (Filomena Sobreira Gonçalves), estavam pedindo a Deus por mim e com a intercessão de Nossa Senhora Aparecida.
      Foi para acabar com minha superstição que o Senhor permitiu-me visualizar a ponta do manto de Sua Mãe!