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terça-feira, 24 de julho de 2012

SANTA FILOMENA - A DEVOÇÃO EM VARRE-SAI

 
     Quando  minha avó paterna, Maria Emília Silveira Sobreira ainda era viva, eu, jovem ainda, não tinha muito interesse pela história da família.
    Conhecida por Maria Sobreira, era a filha caçula de Capitão Alexandre Inácio da Silveira, português que residiu em Varre-Sai no século XIX, tendo sido seu primeiro Juiz de Paz quando o local foi elevado a Vila.
     Sempre soube da devoção da família por Santa Filomena.
     Capitão Alexandre Inácio da Silveira, meu bisavô,  retornou a Portugal pelo menos uma vez. Foi quando trouxe consigo a antiga imagem de Santa Filomena que, atualmente,  voltou a ocupar o seu lugar na Capela a Ela dedicada em Varre-Sai. Por muitos anos esteve sob a guarda de dona Neguita (Filomena Pires de Almeida), neta de Adelina Silveira Pires e bisneta do Capitão Alexandre. Comentavam que a imagem foi retirada da Capela porque havia dúvida quanto à história de Santa Filomena. O povo dizia desconcertado: "foi cassado o título da Santa".  Lendo, agora, sobre Santa Filomena, por Padre Rogério, da Paróquia de São Sebastião/Varre-Sai, entendi melhor.
      Através de Elza Gorini, que não era da família nem varre-saiense, mas tinha grande interesse por tudo que se referia a Varre-Sai e tudo guardava na sua fantástica memória, ouvi sobre Santa Filomena e sua devoção em Varre-Sai.
      Capitão Alexandre e sua família reunia-se para as orações da tarde, diante da imagem de Santa Filomena,  na sala de sua Fazenda,  no lugar denominado "Vai e Volta", Município de Varre-Sai. O espaço, aos poucos, foi ficando pequeno pois os vizinhos começaram a participar também. Foi providenciado outro local junto à sede da Fazenda.
      Com a construção da Capela de Santa Filomena, em Varre-Sai, a imagem foi trazida da Fazenda do Capitão Alexandre, em procissão, para a inauguração e a primeira festa. Foi por volta de 1905. Dona Albertina Machado Vieira, neta do Capitão Alexandre por parte de pai, participou da procissão e dizia ter 05 (cinco) anos de idade e que veio vestida de virgem. E "ela havia nascido em 1900", emendava Elza Gorini.  É possível que alguém da família de dona Albertina saiba mais a respeito.
      Após os festejos, em 10 de agosto de 1905, a imagem de Santa Filomena retornaria à Fazenda. Foram feitas várias tentativas, dia após dia, devido à chuva constante e ao grande atoleiro que se formou. Até que entenderam que o lugar dela era na Capela onde está atualmente.
      Durante muito anos, pensava que a Capelinha, em Varre-Sai, havia sido construída pelo meu bisavô. Certa vez, ouvi de  Dona Antonica Lopes, filha do Capitão Chico Lopes, que houve participação de outros varre-saienses na construção. Não há como comprovar. Os antigos já se foram...
     Tão pequena era que bem podia ter sido custeada por uma só pessoa!
     Pequena que seja, foi nela que tive minhas primeiras aulas de Catecismo, ministradas pela Maria da Dona Joaquina  - Maria Almeida Vargas (?). Também  foi na sua escadaria que subi e desci vezes sem conta, com um peso da balança na mão direita ( daquelas balanças antigas, com dois pratos),  para não ficar pisando na ponta do pé devido à sequela de pólio na minha perna. E deu ótimo resultado! Foi a minha fisioterapia...
      

terça-feira, 17 de julho de 2012

O FUTURO A DEUS PERTENCE.




Quanta vida, frescor, vitalidade, promessas nesta simples folha.
A cor verde, da esperança,  não permite que se pense em algo desagradável.
Viver o hoje é ordem, é mandamento de Deus.
Deixemos o amanhã para amanhã.
Mas o amanhã será logo, logo, o hoje...
Como ignorá-lo?
Feliz é quem vive um dia de cada vez.
Feliz é quem tem um coração de criança e se abandona totalmente em Deus.
Feliz é quem tem suficiente confiança em Deus para jogar-se assim em Seus Braços.
Dá-me, Senhor, um coração simples e confiante para viver a vida totalmente abandonada em Suas Mãos!

domingo, 8 de julho de 2012

PARDALZINHO



O pardalzinho nasceu
Livre. Quebraram-lhe a asa.
Sacha lhe deu uma casa,
Água, comida e carinhos.
Foram cuidados em vão:
A casa era uma prisão,
O pardalzinho morreu.
O corpo, Sacha enterrou
No jardim; a alma, essa voou
Para o céu dos passarinhos!

                   Manuel Bandeira

domingo, 1 de julho de 2012

FORÇA E CORAGEM


A DIFERENÇA ENTRE FORÇA E CORAGEM
É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.
É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda.
É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida.
É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.
É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.
É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para fazê-lo parar.
É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para viver.

(AUTOR DESCONHECIDO)