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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CARCINOIDE?! AÍ, VEIO A DEPRESSÃO. O BICHO PAPÃO.




      Exigir que a vítima do câncer encare tudo numa boa é uma judiação. É gente que não sabe o que faz. 
      Não sabe o que fazer mas quer ajudar? Faça-se presente, dê o ombro ao amigo... Mas não fique com blá-blá-blá. Providencie para que ele vá ao psiquiatra (se ele concordar, é claro) que é quem vai poder ajudá-lo. A ajuda espiritual também é importante e decisiva. 
       O "infeliz" há de ter, pelo menos, o direito de reagir da forma que lhe é normal. Cada um é cada um. É preciso respeitar quem está passando por esta terrível e dilacerante realidade. Você não sabe o que ele sente. Ainda que tenha passado pela mesma situação... 
       Tive medo. Medo da morte. Quem não tem? Medo da dor da morte. Morrer dói. (Eu já assisti à morte de minha avó e de meu pai). Tive medo do desconhecido. A situação pós-morte é uma incógnita...  Mesmo confiando nas Palavras do Senhor: "na casa do Pai há muitas moradas." tive e continuo tendo medo.
        Senti muita tristeza por ter que partir. Aos 41 anos de idade eu me julgava tão nova ainda! Quem não tem vontade de viver muitos anos, ter saúde, ser feliz, realizar-se financeiramente e todos os inúmeros "...mente" a que almeja?
         "A tristeza já levou a muitos", diz a Palavra. A depressão é a doença da tristeza. Mesmo que você reaja, não a cultive, a situação independe de sua vontade. Tudo se agrava ainda mais  quando já se tem predisposição genética para a ela.
         É uma doença mental e tem que ser tratada por psiquiatra, com psicanálise e remédios.
         Conversar é muito bom. Mas conversar sobre a doença, quando não se sabe no que vai dar, é cutucar a ferida ainda sangrando. Dói. Não gostei da psicanálise logo após a cirurgia. Precisei e preciso até hoje dos remédios. Já foram mais fortes. Deixei de usá-los por conta própria quando achei que podia. Não o devia ter feito. Foi desastroso. Vieram os novos exames e me vi novamente fragilizada. Ah! Nem me incomodo se lhe passo a idéia de ser a mais fraca das criaturas quando tive que enfrentar esse monstro que é o câncer! Não vou é fingir que fui forte. Duvido que alguém seja forte o bastante para tirar tudo isso numa boa!
       Aconteceu que, "após os cinco anos", voltei ou fundo do poço quando chegou a hora de um novo "clister opaco". (Soube que, atualmente, há outro exame para substituí-lo). Senti uma enorme angústia. A espera pelo resultado minou todo o controle que conseguira alcançar.
         Aprendi que não se brinca com a depressão. Não mais interrompi o tratamento.
          A depressão pós-câncer é mais uma doença com a qual se tem que conviver. Terrível. Taquicardia (parece ter hora marcada para surgir). Medo de ficar sozinha (alguns querem a solidão). Desinteresse pela aparência. Cortar as unhas e tomar um banho eram atividades que eu executava com enorme dificuldade.
         Quando experimentei a depressão em profundidade, o que me causou maior espanto foi a impossibilidade de sorrir ou chorar. Os músculos ao redor dos lábios enrijeceram. Também, você há de convir:  achar graça de quê?
       Joguei-me nos braços d'Aquele que é o Senhor. E lhe pedi como uma criança. "Dê-me, Senhor, uma passagem bíblica para orar com ela até que eu melhore um pouco"! "Salmo 6", o Senhor colocou no meu coração.
        Durante meses e meses, mais de três tenho certeza, apenas lia o salmo. Um dia, lá pelo quarto mês, levantei os olhos até o título: "Oração no Sofrimento". Caí de joelhos e já a chorar. Chorei como uma criança e como não conseguia fazer há muito. Deus é o Único que conhece nosso interior, nossas necessidades! Uma pena que Ele permita que o mal nos atinja...  
          Durante a forte depressão, tornei-me uma mendiga da atenção das pessoas. A verdade é que ninguém quer ficar perto de um deprimido. Até os cachorrinhos da casa da minha irmã afastavam-se de mim... Mesmo dentro do ambiente familiar encontrei dificuldades. Isto porque veio de fora (coitada, teve até boa intenção!) uma orientação para que ninguém passasse a mão na minha cabeça... Quanta dor causou-me esta errônea compreensão dos fatos! Quantas lágrimas, desespero, solidão!
         Pude contar com minha mãe, Léia e os cunhados Roberto e Guilherme. "Contar" a que me refiro é ficar próxima mesmo, encostar a cabeça, chorar, lamentar... A gente precisa. Os outros nem imaginam quanto!
         Durante mais de dez anos, ouvi de uma vizinha quase que diariamente este comentário: "antigamente, as mulheres não tinham tempo de ter depressão pois tinham muito o que fazer."
         Quem me dizia isto estava longe de entender que depressão não é ficar triste porque o dia está feio ou coisa e tal. E veja que era pessoa de certa cultura, bem informada...  Até que um dia lembrei-me de explicar-lhe que fiquei assim porque houve uma "causa": foi em decorrência de um evento mórbido, de perda, de catástrofe ocorrido na minha vida. Ela nunca mais abriu a boca. Graças a Deus! 
        Interessante e eficaz foi o tratamento prescrito pelo psiquiatra, Dr. Marco Aurélio Raeder, Itaperuna, RJ: além dos remédios, deveria caminhar tomando Sol e comprar o jornal do dia. Durante a caminhada, podia parar, contemplar a natureza, conversar com algum conhecido.
       Sol é Luz. E a luz espanta as trevas. Espanta mesmo!
       Ao voltar da caminhada, comprava o jornal mais barato. Na época, era O Dia. Eu o jogava sobre um móvel como se dissesse: cumpri a ordem do médico. Com uma semana, comecei a passar os olhos pelos títulos. Na outra, li o resumo da notícia logo abaixo. Alguns dias depois, li alguns parágrafos de uma notícia. Levei tempo para ler uma coluna inteira. Quem tem depressão, não consegue fazer leitura longa. Dá um cansaço mental enorme. O progresso foi diário e constante.
       P'ra final de conversa: "ninguém sabe o que um deprimido sente. Só ele mesmo. Nem quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente".




sábado, 25 de fevereiro de 2012

LÍNGUA FALADA X LÍNGUA ESCRITA







      "SOLUIZIUARROISCABÔ"


      Estranhou?
      Leia em voz alta.
      Entendeu?

      Este foi o bilhete que o colono mandou entregar ao seu patrão.
      Linguisticamente falando, esta construção está correta considerando que o objetivo fundamental da Língua é a "comunicação."


      Por muito tempo, guardei este e muitos outros bilhetes que foram enviados ao senhor Aloísio, fazendeiro em Natividade. 

      Trata-se de uma simples transposição para a escrita da maneira de falar de um homem tão somente alfabetizado.

      Observe que o enunciado possui um vocativo e um verbo e veicula uma informação completa, embora as palavras estejam escritas todas juntas.

      No dia seguinte, o senhor Aloísio foi levar-lhe o arroz que havia acabado.

      Marly, esposa de Aloísio, é quem os levou para mim. Éramos colegas de trabalho e contei-lhe sobre a primeira aula de Linguística a que assisti na Faculdade em 1972.

      O professor citou frases do tipo  "Us menin taí?", "Tô com dor nas perna", "Acabemo de chegá"... mostrando-nos que, quanto ao aspecto da comunicação, estavam corretas.

      Após a primeira aula, decidi não mais voltar à Faculdade. Lá fora eu buscar maiores conhecimentos da Língua Portuguesa (de lá para cá, já os perdi em quantidade!) e o que encontro, meu Deus?

      Mudei de ideia. Voltei e concluí o curso.

      Agora, tomo conhecimento de um livro, devidamente aprovado pelo MEC, que será ou já foi, distribuído às Escolas Estaduais. Será colocado nas mãos de alunos do segundo segmento.

      Gostaria de folheá-lo.
      Até agora, o que sei a respeito é o que encontrei na Internet há algumas semanas: grande quantidade de professores, jornalistas, escritores e linguistas de todo o País manifestando sua indignação em relação ao novo livro.

      O Estado do Ceará foi taxativo: aqui ele não será distribuído.

      Arnaldo Niskier, ex-Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro redigiu um texto contundente ao qual deu um título mais ou menos assim "Por um Brasil Pior."


          O aluno já está familiarizado com a língua falada que é, quase sempre, informal, incorreta, dependendo enormemente do ambiente familiar, do círculo de amigos...

      Ele sabe (se não souber, será um problema): na Escola, aprenderá a Língua Culta que é vinculada a normas a serem obedecidas não só na escrita mas, tanto quanto possível, na língua falada também.

      Ensinar a Língua Portuguesa a partir dos erros contidos na língua falada é o que propõe o livro intitulado "Por uma Vida Melhor" (Coleção "Viver, Aprender").

      Como será o método utilizado pelo professor? Estou ansiosa por descobrir! Vai ver que dá certo... Será?

      Enquanto um assunto de interesse nacional pouco é comentado nos noticiários, o BBB 12, com toda sua futilidade, não sai da boca do povo!












terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

CASAMENTO NA ROÇA. INESQUECÍVEL!



      Na época, não havia casamento religioso com efeito civil.

      Era muito comum que os noivos, procedentes da zona rural, tivessem o casamento civil realizado no Cartório mesmo, antes ou depois do religioso. Geralmente, era depois.

       Quem presidia o ato era o Escrivão junto com o Juiz de Paz nomeado para Varre-Sai, então Segundo Distrito do Município e Comarca de Natividade.

       Muitas vezes o casamento civil acontecia  na residência da noiva.

       Numa dessas ocasiões, na condição de Escrevente de Justiça e Suboficial do Registro Civil, fui realizar tal cerimônia.

       O Juiz de Paz designado era Theobaldo Pellegrini.

  Fomos de jeep pois a estrada era precária. Léia, minha irmã, foi de companhia.

       O motorista estacionou o carro na estradinha de chão. O restante do trajeto foi a pé. Atravessamos o córrego e alcançamos a casa da noiva.

       Gente simples.

       Após o casamento, fomos privilegiados com o convite para almoçarmos na "despensa" da casa. Toda a fartura estava ali.

       Um cabrito assado tão gostoso, tão bem preparado! O melhor que comi em toda a minha vida. Preparar carne de cabrito requer conhecimento. Se não for retirada uma determinada pecinha dele, cujo nome não me recordo, a carne fica imprestável.

       Cabrito com angu. Só isto. Até o angu (mingau de fubá que se deixa adquirir certa consistência) estava otimamente preparado.

        Regressamos à sala. Vieram os doces.

        Theobaldo, eu e minha irmã nos colocamos próximos a uma janela. Estávamos bem localizados, embora em pé.

       Veio a primeira tigela de doces. Eram cor-de-rosa e cortados em pequenos quadradinhos.
  
       Mastigamos e mastigamos. Todo o açúcar se foi. Na boca restou uma boa quantidade de massa  que não engolíamos por nada. Bem que nos esforçamos...

       Eram, todos eles, doces feitos com "farinha-de-mandioca" (em outras regiões do Brasil, "aipim").

       Vieram os doces verdes, amarelos, brancos... Servíamo-nos para não ser indelicados e dávamos um jeito de escondê-los.

        A situação não era para risos, mas... quão difícil foi evitá-los dado ao temperamento bricalhão de Theobaldo.

        Retornamos debaixo de chuva.
        Casamento com chuva traz sorte para os noivos, dizem os supersticiosos...

        Fui com um vestido novo que eu mesma cortara e costurara. Mas não molhara o tecido antes de confeccioná-lo...

        Deixei-o a secar perto do fogão a lenha por estar todo molhado da chuva.

No dia seguinte, que baita surpresa: o vestido encolhera tanto que não mais me servia.

       Tudo tão difícil, naquela época... E lá se foi o meu vestido novo!      
       

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Fotos do mural - POMARDIM E ORQUÍDEAS DE MINHA MÃE











Nosso quintal é pequeno. Nele, tudo é pequeno. Mas cabe tudo o que temos: um galinheiro (desativado) com um terreiro, uma horta, 
 uma estufa, uma área de lazer e um "pomardim". Assim nesta ordem, dos fundos para a frente. Tudo pequeno. Já viu um "pomardim"? Não é só Graciliano Ramos que inventa palavras não... Todos o fazem quando  necessário, pois o que temos é um pequeno pomar junto com um pequeno jardim... 




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MILLÔR FERNANDES


FRASES DO HUMOR REFINADO DE MILLÔR


      Um país só tem verdadeira liberdade de expressão quando um homem pode dizer em público, bem alto, tudo o que lhe vem à cabeça ao bater com o martelo no dedo.

      Que os animais mereçam tratamento mais humano, ainda é discutível; nós é que não podemos continuar nessa vida de cachorro.

     Nunca bata num homem caído, a não ser que você tenha absoluta certeza de que ele não pode se levantar.

     Se você for muito bem sucedido no crime, pode até transformar-se num homem de bem.

     Uma coisa que decididamente não existe no esporte - espírito esportivo.

     Todo dia leio cuidadosamente os avisos fúnebres dos jornais; às vezes a gente tem surpresas agradáveis.

     Quando ninguém me procura, eu tenho a impressão de que fui raptado.

     Chama-se de cara imparcial um sujeito que assiste a um Fla-Flu pela decisão do campeonato e tá pouco ligando pra quem ganha.

     É melhor ser inteligente do que ser burro, mas é melhor ser rico do que ser burro.

     Nunca deixe para amanhã o que pode deixar hoje.

     O bom ouvinte nunca diz nada mas está sempre de boca aberta.

     Multinacional - A pátria dos estrangeiros.

     Não confie em ninguém com mais de trinta anos. Aliás, como medida de segurança, não confie também em ninguém com menos de trinta anos.

     Causa-Mortis: setenta por cento das pessoas no Brasil morrem de médico.

     A lei da oferta e da procura significa que, quando você tem uma oferta que todo mundo procura, você pode cobrar o que quiser pelo que possui, mesmo que isso provoque fome, desabrigo e mortes.

     O mal da ONU é que só tem estrangeiros.

     Dignidade é feito virgindade: perdeu tá perdida.


Do livro REFLEXÕES SEM DOR

domingo, 12 de fevereiro de 2012

MACHADO DE ASSIS E O CARNAVAL



"... Os meus patrícios iam ter um bom carnaval, - velha festa, que está a fazer quarenta anos, se já os não fez. Nasceu um pouco por decreto, para dar cabo do entrudo, costume velho, datado da colônia e vindo da metrópole. Não pensem os rapazes de vinte e dois anos que o entrudo era alguma coisa semelhante às tentativas de ressurreição, empreendidas com bisnagas. Eram tinas d'água, postas nas ruas ou nos corredores, dentro das quais metiam à força um cidadão todo, - chapéu, dignidade e botas. Eram seringas de lata; eram limões de cera. Davam-se batalhas porfiadas de casa a casa, entre a rua e as janelas, não contando as bacias d'água despejadas à traição. Mais de uma tuberculose caminhou em três dias o espaço de três meses. Quando menos, nasciam as constipações e bronquites, rouquidões e tosses, e era a vez dos boticários, porque, naqueles tempos infantes e rudes, os farmacêuticos ainda eram boticários.

... O limão de cera, que de longe podia escalavrar um olho, tinha um ofício mais próximo e inteiramente secreto. Servia a molhar o peito das moças; era esmigalhado nele pela mão do próprio namorado, maciamente, amorosamente, interminavelmente...

Um dia veio, não Malesherbes, mas o carnaval, e deu à arte da loucura uma nova feição. A alta-roda acudiu de pronto; organizaram-se sociedades, cujos nomes e gestos ainda esta semana foram lembrados por um colaborador da Gazeta. Toda a fina flor da capital entrou na dança. Os personagens históricos e os vestuários pistorescos, um doge, um mosqueteiro, Carlos V, tudo ressurgia à mão dos alfaiates, diante de figurinos, à força de dinheiro. Pegou o gosto das sociedades, as que morriam eram substituídas, com vária sorte, mas igual animação.

Naturalmente, o sufrágio universal, que penetra todas as instituições deste século, alargou as proporções do carnaval, e as sociedades multiplicaram-se, como os homens. O gosto carnavalesco invadiu todos os espíritos, todos os bolsos, todas as ruas."
                                          


(12-02-1893)






Extraído do livro MACHADO DE ASSIS - Crônicas.
Coleção "Nossos Clássicos".
Livraria AGIR Editora, 2ª edição, 1972, Rio de Janeiro

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

2012 - E O QUE VAMOS FAZER?

 

"Se a previsão de que o mundo vai acabar em 2012 estiver correta, o Natal de 2011 foi o último das nossas vidas.

Você está livre para fazer tudo que sempre pensou em fazer mas foi detido pela moral, os bons costumes, o Código Civil e seu instinto de preservação".

Não estou incitando ninguém a cometer atos tresloucados. Apenas transcrevo aqui parte da crônica de Veríssimo, publicada em 25/12/2011, pelo jornal O Globo, cuja leitura começo a fazer no domingo e prossigo durante a semana (estou muito devagar mesmo!).

E continua Veríssimo: "Pode dizer o que pensa de todas as pessoas de que não gosta e declarar sua paixão para todos os seus amores secretos, sem temer o revide ou o desdém. Pode fazer tudo isto sem pensar na sua reputação, pois se a previsão estiver certa ninguém mais vai ter uma reputação.

Deve-se pensar em algumas medidas práticas a serem tomadas na iminência do fim do mundo. Começar a comprar tudo com cheques pré-datados ou a crédito, por exemplo. Usar ao máximo os cartões de crédito, inclusive nas viagens para o exterior que se fará às pressas. E a crédito.

 Conhecer o maior número de lugares que ainda não se conhece no mundo, numa espécie de tour de despedida. Aproveitar todos os pores do sol possíveis, pois eles também serão os últimos. E isto é o mais difícil: passar a só dizer coisas definitivas. Ou então, o contrário. Só dizer bobagens.

E o fim nos trará algumas vantagens.

Tornará coisas como caderninhos com datas de aniversário, horóscopos e índices de colesterol sem sentido. Todos os tipos de restrições alimentares serão risíveis, poderemos comer de tudo que nos faz mal como se não houvesse amanhã..."


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

SAÚDE É FUNDAMENTAL!

        


           "A doença que me desculpe, mas a saúde é fundamental!" 


     E Vinícius de Moraes que me desculpe também por achar que fundamental é a beleza. Pode ser, até que a doença chegue.


     A máquina formidável que é nosso corpo corrobora isto - é preparada para funcionar perfeita e corretamente por  longo tempo. 
     
     Vida longa e com saúde. E saúde não é apenas a ausência de doença. É um completo bem-estar físico, mental e social.

          O que de errado pode acontecer é sermos atropelados por uma doença incurável ou não recebermos os devidos cuidados no momento certo.
     
      De acordo com a OMS e a Constituição Federal, a saúde é um direito fundamental do ser humano, sendo, inclusive, um dever do Estado.


     A alimentação conta muito. Há culturas que prezam muito este "quesito". Hoje, nós brasileiros já temos facilidade de utilizar o serviço de um nutricionista com certa facilidade.

     Sobre a alimentação, destaco aqui uma importante afirmação da Dra. Gisela Savioli, nutricionista clínica e escritora:
AS CÉCULAS CANCERÍGENAS DETESTAM COUVE! 

          
     É nosso dever desejar e promover a nossa saúde e de todos os seres humanos.


Acompanho, há anos, a Campanha da Fraternidade, promovida pela Igreja Católica e lançada na quarta-feira de Cinzas.

Este ano ela tem como tema "Fraternidade e Saúde Pública" e o lema "Que a saúde se difunda sobre a terra." (Eclo 38,8)


  Que resulte em muitos frutos de saúde para todo o povo brasileiro!
  

Fonte:
ANVISA 
Revista Canção Nova, Ano XI, N° 134.




domingo, 5 de fevereiro de 2012

CAMINHADA INTERIOR



Sempre me julguei diferente.
Amadurecida em muitas coisas,
Ignorante em outras mais.
Se me comparo com alguém,
Sinto-me satisfeita muitas vezes,
Outras, humilhada como ninguém.
Sinto-me diferente de muita gente
E assim as portas da vida
Parecem-me fechadas simplesmente.
Refugio-me então em meu interior,
Buscando a minha realidade,
Porque é de verdadeiro valor
A que está dentro de mim guardada.
E passo a viver em meus sonhos,
Em meu canto secreto, preocupada,
Procurando sempre correr
Em direção a mim mesma,
Numa tentativa de crescer.
E essa caminhada interior
Me conforta e recompensa
Das perdas do exterior.

                                       Arinda Gomes

     


      Do livro "Crônicas e Poesias".
      A autora, Arinda Gomes Pereira, atualmente aposentada, foi uma respeitável Professora de Língua e Literatura Portuguesas
no Colégio Estadual Flávio Ribeiro de Rezende,  em Natividade, RJ.
      À Arinda, minha colega de turma na FAFITA (Faculdade de  Filosofia, Ciências e Letras de Itaperuna-RJ, turma de 1975), hoje "FUNDAÇÃO SÃO JOSÉ e colega de magistério, também no Colégio acima, meus parabéns pela publicação de seu livro de grande valor literário.
   

sábado, 4 de fevereiro de 2012

AS DEZ EXPRESSÕES MAIS USADAS PELA MULHER



Certo
Usada para encerrar uma discussão quando ela está certa e você deve se calar.
 
 

Cinco minutos
Se ela está se arrumando, "cinco minutos" significa meia hora.
"Cinco minutos" só são cinco minutos se esse for o prazo que ela lhe deu para ver o futebol antes de ajudar nas tarefas domésticas.

 Você que sabe
É um desafio. Nessa hora, você tem que saber o que ela quer... e não diga que também não sabe!

                        

 Esquece
... Se você sabe rezar, essa é uma boa hora para começar!


Tudo bem
É uma das mais perigosas expressões ditas por uma mulher.
"Tudo bem" significa que ela quer pensar muito bem antes de decidir como e quando você vai pagar (muito caro) pela sua mancada.

Obrigada
Quando uma mulher diz "Obrigada" quase sempre está, de fato, agradecendo. Portanto, não questione, nem desmaie. Apenas sorria e diga "por nada".
O agradecimento é sincero a menos que ela diga "MUITO obrigada". Nesse caso, ela não está agradecendo por coisa nenhuma, mas sim, está sendo SARCÁSTICA. Nesse caso, NÃO DIGA "por nada". Cale-se por, no mínimo 2 horas, pois se você disser "por nada" isso provocará o "Esquece".


 Deixa pra lá, EU resolvo

Outra expressão perigosa! Significa que a mulher já perdeu a paciência com você. É muito usada quando ela já lhe pediu (várias e várias vezes) para fazer uma determinada coisa e você não o fez.
Significa que ela percebeu que não precisa mais de você e que ela mesma pode fazer.
Normalmente o "Deixa pra lá, EU resolvo" resulta no homem perguntando "o que aconteceu?". Para a resposta da mulher, consulte o item 3.

Suspiro ALTO
O suspiro não é realmente uma palavra, mas é uma expressão. É uma declaração não-verbal que frequentemente confunde os homens. Um suspiro alto significa que ela pensa que você é um completo idiota e, em silêncio, fica imaginando por que ela está perdendo tempo com você, parada ali, discutindo sobre "Nada".


           Nada
                       Calmaria antes da tempestade. Significa que ALGO está acontecendo e que você deve ficar atento. Discussões que começam com "Nada" normalmente terminam em "Certo".
                                                                            
                      Precisamos conversar

Essa é a mais perigosa das expressões!
Parece inofensiva, mas quase sempre significa que você pode estar a 30 segundos de levar um pé na b%#da...
 
 
 




















quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

FAMÍLIA É ISSO MESMO!

Família é prato difícil de preparar.
São muitos ingredientes.
Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo.
Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um.
Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio.
Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio.
Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.
Súbito, feito milagre, a família está servida.Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo?
A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida.
Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados.
Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo.
De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre.
Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher.Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini; Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria.
Família é afinidade, é "à Moda da Casa". E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. Enfim, receita de família não se copia, se inventa.
A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo.

Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

Extraído do livro "Arroz de Palma" - de Francisco Azevedo