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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

VENDO MEU SÍTIO






                                 (imagem da web)




      Um amigo do grande poeta Olavo Bilac, chegou a ele e disse-lhe: 
      - Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal?
      Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu: “Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e mareantes águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda”.
     Meses depois, o poeta encontrou com o amigo e perguntou-lhe se havia vendido o sítio.
     - Nem pensei mais nisso, disse o homem.
     - Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha! Eu não tinha reparado na beleza do canto dos sabiás e dos canários... Não tinha notado as belas árvores que eu plantei com tanto cuidado... O belo nascer e por do sol que a gente desfrutava todos os dias... E a varanda gostosa da casa onde a gente ouvia o seresteiro cantar. Ah! Se eu vendesse eu ia me arrepender!
      Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco, não cuidamos delas como merecem... E acabamos indo longe atrás da miragem de falsos tesouros. Meu velho pai dizia que, às vezes, a gente deixa de fazer um bom negócio perto, para fazer um negócio ruim lá longe.
      Há os que não se contentam com o que têm e sempre querem mais e mais e mais. É preciso valorizar, contentar-se com o que se tem e agradecer a Deus. Senão, a vida fica uma correria desenfreada, e acabamos não vivendo, não desfrutando das coisas simples e belas que Deus colocou em nossa vida.