Google+ Followers

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

AMAR A SI MESMO... É UMA NECESSIDADE!



               AMAR A SI MESMO CONSISTE EM:

- aceitar-se;
- gostar de si mesmo;
- desculpar-se;
- perdoar-se;
- ser bondoso consigo mesmo;
- ser paciente consigo mesmo;
- dar atenção a si mesmo;
- valorizar-se;
- respeitar-se;
- reconhecer as próprias qualidades;
- buscar o apoio do próximo quando necessário;
- cuidar da própria saúde;
- cuidar da sua aparência;
- cuidar da sua alimentação;
- cuidar da sua saúde mental;
- cuidar da sua saúde espiritual;
- elogiar-se;
- abraçar-se;
- proporcionar lazer a si mesmo;
- proporcionar a si mesmo o necessário repouso;
- gostar da própria companhia;
- não se criticar;
- não se impor disciplina rígida;
- não se comparar aos outros;
- evitar pensamentos assustadores...

    Só a partir do momento em que se ama, é possível amar o próximo. "Amá-lo como a si mesmo” -  em obediência à Ordem do Senhor.
    Amar o próximo é, nada mais, nada menos que: aceitar o outro do jeito que ele é, desculpá-lo, perdoar-lhe, ser bondoso e paciente com o outro, dar-lhe atenção, valorizá-lo e respeitá-lo, reconhecer-lhe as qualidades, elogiá-lo, não criticá-lo desnecessariamente, não esperar muito do outro...
   Experimentei, até aqui, sérias dificuldades quanto ao cumprimento deste Mandamento que, conforme Jesus explicou, resume as Leis e os Profetas.
   Sempre entendi que era para ser cumprido de trás para a frente!
   É fácil perceber que “amar a si mesmo” é a chave para amar o próximo...
   Refletindo mais seriamente, resolvi realizar uma pesquisa sobre o assunto.
   Que surpresa! O assunto incomoda não só a mim! Há muita matéria publicada na internet e há até um livro publicado recentemente e anunciado pela TV Canção Nova...
   Parece que “todo mundo” se deu conta, de repente, de trabalhar “o amor a si mesmo”!!!
   De fato, é fundamental (e difícil) amar a si mesmo...
   Não estou afirmando que já estou em condições de "amar o próximo como a mim mesma"... Mas já estou em condições de dar os primeiros passos.
   Na verdade, estou em condições de "tentar" os primeiros passos...

   


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

MIZINHO





    Mizinho é seu apelido. Desconheço o seu nome. Falo no presente porque desejo que ele esteja vivo, bem de saúde e muito bem sucedido na vida.

    Foi nosso vizinho a partir de 1956, quando fomos  morar ao lado de sua casa, perto do Ribeirão.
   Sua casa era a casa de seus avós: dona Sebastianinha (conhecida por Bastianinha canela-de-ferro) e seu Oscar, já idoso, aposentado pelo Instituto Brasileiro do Café (IBC).
   Ele era neto de um deles. Não sei de qual. O sei que é que Mizinho, volta e meia, vem à minha lembrança... De repente, sem bater à porta, ele se faz presente.
   Que menino bom! Teve um papel muito importante na minha vida de criança: na casa onde trabalhava,arranjava livros emprestados para eu ler . Devo muito a ele. Jamais teria lido as lindas estórias infantis sem sua ajuda.
    Aliada à lembrança de Mizinho, surgem as cartas que eu escrevia, a pedido de dona Bastianinha, para seu filho que estava no Exército.
   Todos os meses eu escrevia uma carta para o "Fio" que era como ela o chamava.
    Ao ler e entregar-lhe a carta, ela me presenteava com um ovo de galinha. Uma carta por um ovo
    As cartas da Bastianinha lembram-me o filme brasileiro "Central do Brasil" que até concorreu ao Oscar nos EUA. 
      
    "No filme, Dora (a atriz Fernanda Montenegro), 
escreve cartas para analfabetos na Estação Ferroviária 
Central do Brasil, no Centro da cidade do Rio de 
Janeiro, RJ. O pagamento lhe é feito com dinheiro.
    Nos relatos que ela ouve e transcreve, surge um Brasil 
desconhecido e fascinante, um verdadeiro panorama da 
população migrante, que tenta manter os laços com os 
parentes e o passado."


   Quando recebia carta do filho, 
era eu que lia para ela. Até que um 
dia "Fio" veio visitá-la e quis me conhecer. Quanta atenção a dele!
   E o Mizinho? Foi responsável por eu haver criado o 
hábito da leitura. 
   Mais tarde, li todos os livros que pude pegar emprestados.
   Em Tombos, MG, minha professora Marilze Salles (Marilze mesmo?) emprestou-me toda a sua coleção de Machado de Assis. Era intelectualmente imatura para conhecer a obra de Machado. Veja só! Conhecer a Literatura Brasileira a começar pelo nosso maior e mais respeitado escritor - Machado de Assis!
   Depois, li lindos e maravilhosos romances 
que me foram emprestados por Margarida Nilza Ramos,
Edy Vargas de Oliveira Bândoli, Elza Gorini e Maria Luiza Ramos Sobreira.
   Esta última, emprestou-me toda sua coleção do escritor gaúcho Érico Veríssimo (pai de Luiz Fernando Veríssimo, escritor de tanto 
sucesso nos dias atuais).
           Nem imaginem o quanto foi importante ter lido jornais, livros e ter feito as palavras cruzadas que vinham nos jornais que meu pai assinava! É que só aos dezesseis (16) anos de idade fui possuir um dicionário... 
   Minha professora do Curso Primário, Maria Nilda Ramos Badaró, certa vez organizou grupos de alunos   para consultar dicionário dos poucos colegas que dispunham de um em casa. Meu grupo foi à casa da colega de turma Maria Helena Poly e lá manuseamos o velho dicionário adquirido por seu avô, Bernardino de Oliveira Santos que fora grande amante da leitura.
   Meu vocabulário é parco em decorrência disto. Fica, sempre, uma sequela...  Tenta-se superar as deficiências  mas alguma marca permanece.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL!




                              


                                                                               




sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

IMAGINÁRIO INFANTIL



Meu lindo presente!
Ganhei-o de minha madrinha Cecy (Alcendina Fratejani Fabri). Tinha uns cinco ou seis anos de idade. Abri a caixa e brinquei com o pianinho o dia inteiro e até a hora de dormir. Fiquei fascinada! Como poderia funcionar algo assim? Batia o dedo na tecla e lá de dentro vinha um som maravilhoso. Cada tecla correspondia a um som diferente... Coisa misteriosa!
Adormeci pensando no funcionamento do brinquedo.
No dia seguinte, nem bem levantei, peguei uma faca e, sem comentar nada com ninguém, abri o piano para descobrir o que havia de tão mágico lá dentro...
Senti uma grande decepção ao encontrar arames e pedacinhos de madeira... Que horror! Que coisa tão feia! Nunca mais ia querer brincar com aquilo. Experimentei tristeza com a descoberta. O piano ficou desmantelado e minha curiosidade satisfeita, porém estraçalhada. A realidade não correspondia a tudo quanto de belo eu imaginara.

"O melhor da infância é o mistério", diz Frei Betto. "O mistério seduz e, tecido em encantos, assusta ou atrai". 

Foi o que aconteceu comigo e acontece com todas as crianças. 

     Li sobre este comportamento da criança: é através da exploração do brinquedo que ela descobre e entende o mundo.
     Na fase entre os dois e sete anos, a criança é muito curiosa, quer saber como o mundo funciona e isso inclui o seu brinquedo. Ela desmonta o brinquedo por curiosidade e, por muitas vezes, pode quebrar ou não saber montá-lo novamente.
     Não se deve proibir que a criança explore seus brinquedos, pois esta atividade estimula as habilidades manuais, coordenação motora e raciocínio, fazendo com que ela quebre cada vez menos os seus brinquedos.






sexta-feira, 30 de novembro de 2012

TATÃO DO GRIMALDO E DA LUIZINHA




POR ONDE ANDARÁ O TATÃO DO GRIMALDO E DA LUIZINHA?





       Ninguém sabe?  Ninguém viu...Nem ouviu falar dele? 
       Na foto acima, tirada em Natividade, RJ/1964, ele é o rapaz que está agachado.
       Já fiz uma postagem (uma das primeiras no Blog) sobre o Tatão. Nada de errado com ele. Só curiosidade e saudade do tempo em que fizemos o Curso então chamado "Normal". O Curso, hoje em dia, será considerado "Anormal"? Novamente, é só curiosidade minha...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

VOLTANDO DE ITAPERUNA




     Quem é morador de Varre-Sai, interior do Estado do Rio de Janeiro (noroeste RJ), depende da cidade de Itaperuna para quase tudo: especialidades médicas, hospital, comércio, educação (curso superior). 
     Ontem, mamãe teve uma consulta com o nefrologista. Aproveitei para fazer umas compras. Insuportável o calor. Uma cidade simpática, que oferece tudo de que necessitamos,  mas com um clima que maltrata sobretudo a nós, varre-saienses, habituados a uma temperatura mais baixa devido à altitude da nossa cidade. Não somente a nós. É uma cidade extremamente quente. Um verdadeiro castigo.
     Há quem diga que o comércio de Itaperuna deveria funcionar até mais tarde, principalmente durante o verão, pois a temperatura é mesmo infernal. A cidade está localizada dentro de um caldeirão de pedra...  
     Quanto a Varre-Sai, embora muito tardiamente, alcançou um progresso razoável, a contar do asfaltamento da estrada, ocorrido durante o governo militar (governo desenvolvimentista = maior endividamento do País).
     Naquela época, pouco ou nada sabia eu sobre política. Continuo sabendo muito pouco o que é lamentável... Nem conhecia a Capital, Rio de Janeiro. Sequer desconfiava de que nosso governo fosse uma ditadura de direita instalada no Brasil com o financiamento dos Estados Unidos. O que gerou o Golpe Militar de 31/03/1964 foi o temor de que o então Presidente João Goulart (PTB), cunhado de Leonel Brizola e com nítida inclinação para a esquerda, pudesse abrir as portas para o "mundialmente mal-sucedido" comunismo.
    Instalado o Governo Militar, tivemos como Presidente da República (eleição indireta, pelo Congresso) o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco e o regime duraria cerca de 02 (dois) anos. Durou 20 (vinte). Ninguém abre mão do poder sem mais nem menos. Mandar faz bem ao ego.
    Os meios de comunicação não divulgavam os protestos políticos, o sumiço de opositores ao governo (estudantes, jornalistas...). Só muito tempo depois conheci o jornal "O Pasquim", vendido às escondidas, que trazia notícias politicamente proibitivas. A essa altura, o regime militar já estava agonizando, o Presidente da República era o General João Batista de Figueiredo, e O Pasquim foi às favas tendo cumprido, porém, o seu dever.
     Vivendo pobremente no interior, a ditadura em nada afetou a minha vida simples de estudante que trabalhava para custear os próprios estudos.
     Em 1966, ao concluir o Curso Normal (Formação de Professores de primeira a quarta série do antigo Curso Primário), não consegui e, por certo, jamais conseguiria um emprego como Professora Substituta como meus colegas conseguiram. É que eu votava com o partido de oposição, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), hoje PMDB. Não o fazia por idealismo ou convicção. Minha posição tinha origem familiar.
     Deus me ajudou. Fiz, porém, a minha parte: estudava até altas horas. Fui aprovada no concurso para o Magistério, em janeiro de 1968, conseguindo o emprego tão necessário (bota necessário nisto!)  por meus próprios méritos.
    Já faz tempo que aboli da minha vida a preferência por qualquer sigla partidária. Tanto faz optar por candidato deste ou daquele Partido... Dá tudo no mesmo. Nossos políticos não se filiam aos partidos (que quantidade enorme, meu Deus!) segundo sua ideologia, mas o fazem tendo em vista a oportunidade de saírem candidatos. O que importa é alcançar o "poder"... 
    Aqui, como na China, é tudo igual... Menciono a China por ter assistido, hoje, 09/11/2012, ao pronunciamento do Presidente chinês. Falando da corrupção existente lá, ele afirmou: "poder e dinheiro andam juntos". Juntos? Na verdade, poder e dinheiro caminham "colados, grudados, atados, inseparáveis"... Para sempre. Até que a morte os separe. Para sempre?!... Até que a morte os separe?!...



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

FAÇA ALGUÉM FELIZ




        Dê um passo. Um passo em sua direção.
      Aproxime-se sem cerimônia.
      Dê um pouco de calor do seu sentimento.
      Sente-se bem perto e deixe-se ficar. Algum tempo, ou muito tempo, não conte o tempo de se dar.
      Deixe o sorriso acontecer. Liberte um imenso sorriso.
      Olhe nos olhos , aponte um defeito, com jeito. 
      Respeite uma lágrima.
      Ouça uma história. Ou muitas, com atenção.
      Escreva uma carta. E mande-a.
      Lembre-se de um caso. Converse sério. Converse fiado. Conte uma piada.
      Ajude a resolver um problema.
      Pergunte por quê, como vai, como tem passado, o que tem feito de bom, que há de novo, preste atenção.
      Sugira um bom passeio. Um bom livro. Um bom filme. Mesmo um programa de televisão. 
      Diga, de vez em quando, "desculpe, muito obrigado, não tem importância, que se há de fazer, dá-se um jeito..."
      Tente de alguma maneira.
      E não se espante se a pessoa mais feliz for VOCÊ.
       
                              (autor desconhecido)


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

OS 13 ERROS DA VIDA





     O juiz Benteul afirmou, no "Clube Bartholmen, em Londres, que há treze grandes erros na vida de cada um de nós. Eles são os seguintes:
     - Esperar que o nosso próprio conceito do bem e do mal se estabeleça e toda gente se conforme com ele.
     - Querer medir o gosto dos outros pelo nosso.
     - Esperar a uniformidade de opiniões no mundo.
     - Buscar juízo e experiência na juventude.
     - Esforçar-se por amoldar de uma mesma maneira as disposições de todos.
     - Não ceder em ninharias que nada importam.
     - Buscar perfeição nas nossas próprias ações.
     - Incomodar-nos e incomodar os outros por coisas que não têm remédio.
     - Não remediar o que necessita de remédio, quando podemos fazê-lo.
     - Não ser indulgente com as fraquezas dos demais.
     - Considerar alguma coisa impossível, simplesmente porque nós somos incapazes de fazê-la.
     - Negar tudo aquilo que o nosso limitado pensamento não pode alcançar.
     - Mover-se como se o momento, o dia, a hora ou a época em que se vive tivessem de durar sempre.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

FALHAS DE MEMÓRIA



                         
      Acidentes, lesões e descuidos com a saúde são alguns dos motivos que contribuem para as falhas de memória.
      Daí a importância de se ter uma vida saudável, com boa alimentação, não se esquecendo de que é fundamental cuidar dos problemas, por menores que sejam, tendo em vista a garantia do nosso bem-estar.
     Eis algumas das causas das falhas de memória:
     - ansiedade
     - angústia
     - depressão
     - excesso de bebida alcoólica
     - pressão alta
     - pensamentos obsessivos
     - problemas com o sono
     - preocupações
     - tomadas de decisão importantes e difíceis
     - abuso de medicamentos -  tranquilizantes, ansiolíticos, antidepressivos, anti-hipertensivos, soníferos e outros (em geral, nesse caso, as falhas são temporárias: cessam quando paramos de tomar a medicação que as origina)
      - uso regular de drogas legais (como o cigarro) e proibidas, como maconha, cocaína, crack, heroína
      - estresse.




quinta-feira, 25 de outubro de 2012

VIVA COMO AS FLORES





    - Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.

    - Pois viva como as flores, advertiu o mestre.
    - Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.

    - Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
    Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
    É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.



                                                                               

quinta-feira, 18 de outubro de 2012



                          PEQUENAS FELICIDADES

                                                  Martha Medeiros

Receber notícias de um amigo que você gosta muito e que andava sumido.

Livros. Encantar-se por um autor que você não conhecia.

Sair bem na foto.

Um bom programa de entrevista da TV.

Prazos de validade bem visíveis nos produtos perecíveis.

Banho quente. Sem pressa pra sair.

Alguém encontrou e devolveu a carteira que você havia perdido com todos os documentos dentro.

Barulho de chuva antes de dormir.

Dia de sol ao acordar.

Subir na balança e descobrir que emagreceu.

Sair do dentista ouvindo a recomendação de voltar só dali a um ano.

Lembrar detalhes de um sonho bom.

A luz voltar.

Um dinheiro extra que você não estava esperando.

Conversar longamente com sua melhor amiga.

Ter concluído satisfatoriamente todas as pendências da semana.

Seu time fazer o gol decisivo no último minuto.

Chorar de rir.

Quitar uma dívida.

Uma noite bem dormida.

Um corrupto que não conseguiu se safar.




quarta-feira, 10 de outubro de 2012

1969 - ALUNOS DO JARDIM DE INFÂNCIA CARLOS MAGNO FABRI MARTINS





           Estes são os meus alunos do 3º Período do Jardim de Infância anexo à Escola Estadual Dr. Miguel Couto Filho, hoje JI Carlos Magno Fabri Martins, aqui em Varre-Sai. Turma de 1969. Ainda funcionando precariamente na casa cedida por Sebastião de Oliveira, pai de Ercília (esposa do Tancredo Righetti) e de Luiz Ramos Vargas (Lula), localizada bem em frente à Igreja Matriz São Sebastião de Varre-Sai. 
      Não me lembro do nome de todos eles. Achei que minha memória era muito boa e não fiz nenhuma anotação. Que turminha maravilhosa! 
      A partir da esquerda, Maria Inês é a quarta menina e é a que está junto de mim. O que está segurando a bandeirinha é um dos filhos do Zé Vico (Geraldo?). Embaixo, o segundo é Duílio (ou Dwílio?) Bendia e perto estão as gêmeas do Abib (uma já partiu para o andar de cima, que pena!); atrás e entre as gêmeas está a filha do Válter de Assis. Disseram-me que o penúltimo deve ser o Fernandinho (hoje casado com Suzi) e, por último, penso que seja outra filha do Válter de Assis...
      Quem reconhecer as crianças e quiser ajudar-me a nomear cada uma, entre em contato comigo.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

PAPO DE GENTE ANTIGA



Outro dia fui comprar um abajur. A mocinha me olhou e perguntou:
- Luminária?
Eu olhei em volta, havia uma porção de abajur.
- Não, abajur mesmo, eu disse.
- De teto?
Fiquei olhando meio pasmo para a vendedora, para o teto, para a rua.
Ou eu estava muito velho ou ela estava muito nova.
- No meu tempo - e isso faz pouco tempo - o abajur a gente punha no criado-mudo, na mesinha da sala. E lá em cima era lustre.
- Lustre?
Descobri que agora é tudo luminária. Passou por spot, virou luminária.
Pra mim isso é pior que bandeirinha virar auxiliar de arbitragem, e passe (no futebol) chamar-se agora assistência.

Quem são os idiotas que ficam o dia inteiro pensando nessas coisas? Mudar o nome das coisas? Por que eles não mudam o próprio nome? A mocinha-da-luminária, por exemplo, se chamava Mariclaire. Desconfio até que já tivesse mudado de nome.

Pra que mudar o nome das coisas? Eu moro numa rua que se chama Rodovia Tertuliano de Brito Xavier. Sabe como se chamava antes? Caminho do Rei. Pode? Pode! Coisa de vereador com minhoca na cabeça e tio para homenagear.

Mas lustres e abajur, gente, é demais.

Programação de televisão virou grade. Deve ser para prender o espectador mais desavisado.

Entrega em domicílio virou delivery. Agenda de correio, mailing. São os publicitários, os agentes de 'marquetingui'?

Quer coisa mais bonita do que criado-mudo? Existe nome melhor para aquilo? Pois agora as lojas vendem mesa-de-apoio. Considerando-se a estratégica posição ao lado da cama, posso até imaginar para que tipo de apoio serve.

Antigamente virava-se santo, agora vira-se beato, como se já não bastassem todas as carolas beatas que temos por aí.

Mudar o nome de deputado para putado ninguém tem coragem, né? Nem de senador para sonhador. Sonhadores da República, não soa bem? E uma bancada de putados?

A turma dos dez por cento agora se chama lobista! E a palavra não vem de lobo, mas parece.

E por que é que agora as aeromoças não querem mais ser chamadas assim?

Agora são comissárias. Não entendo: a palavra comissária vem de comissão, não é? Aeromoça é tão bom e terno como criado-mudo. Pior se as aeromoças virassem moças-de-apoio, taí uma idéia.

E tem umas palavras que surgem de repente do nada.

Luau - Isso é novo. Quando eu era jovem, se alguém falasse essa palavra ou fosse participar de um luau, era olhado meio de lado. Era pior que tomar vinho rosê. Coisa de bicha, isso de luau.

Mas a vantagem de ser um pouco mais velho é saber que o computador que hoje todo mundo tem em casa e que na intimidade é chamado de micro, nasceu com o nome de cérebro-eletrônico. Sabia dessa? E sabia que o primeiro computador, perdão cérebro-eletrônico, pesava 14 toneladas? E que, na inauguração do primeiro, os gênios da época diziam que, até o final do século, se poderia fazer computadores de apenas uma tonelada?

Outra palavrinha nova é stress. Pode ter certeza, minha jovem, que, antes de inventarem a palavra, quase ninguém tinha stress. Mais ou menos como a TPM. Se a palavra está aí a gente tem de sofrer com ela,
não é mesmo? No meu tempo o máximo que a gente ficava era de saco cheio. Estressado, só a turma do Luau.

E agora me diga: por que é que em algumas casas existe jardim de inverno e não jardim de verão?
                                                                                       Mário Prata

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

SORRISO: ARMA QUE DESARMA.







               Que arma bonita é o sorriso de minha sobrinha, não é?




      Diante de um sorriso sincero, sucumbem brigas e discussões.

       Estava prestes a contar desaforos à secretária de um médico que, grosseiramente, atendeu-me, ao telefone. Ao chegar ao seu local de trabalho, chamei-a pelo nome. Ela se levantou e veio até mim com um largo sorriso nos lábios... 
     
        Olhei bem para seu rosto sorridente e pensei: não pode ser a mesma pessoa. Vai ver que ela estava exausta, apressada, impaciente, sei lá o quê.

       - Queria apenas conhecê-la, desculpei-me. Liguei para cá, há alguns dias, e você me atendeu. Fiquei curiosa e quis vê-la.


       Apenas um sorriso impediu-me de pronunciar palavras desagradáveis, repreensivas, queixosas, azedas, abomináveis...


       Quisera eu ter sempre um sorriso nos lábios... Ultimamente, não o tenho conseguido. Mas vai passar. Tudo passa, até uva passa...

        
        Algum tempo atrás, o canal Globo de televisão mostrou uma reportagem sobre o riso. Interessante: na China, um grupo de pessoas iam a uma praça pública e praticavam a risoterapia. Faziam o seguinte: punham a mão na altura da cintura, dobravam o corpo em um ângulo de quarenta e cinco graus e soltavam boas gargalhadas.


       Nos sites "einstein.br" e "belezaesaude.dae.com.br", li que o riso estimula o cérebro a liberar endorfina e serotonina, substâncias responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.

       O sorriso combate a depressão e o estresse,  diminui a pressão arterial, melhora a digestão, desintoxica o organismo, espanta a dor, deixa a pele mais bonita e ainda favorece a convivência social.

       Pesquisa divulgada em 2006 pela Escola de Medicina da Universidade de Loma Linda, na Califórnia (EUA), comprova que o riso colabora para aumentar a produção e atividade no organismo das células NK (do inglês, natural killers), responsável por destruir vírus e até tumores no corpo humano.

       Ana Paula Zalchenko Fonseca, cirurgiã dentista espcialista em cirurgia buco-maxilo-facial do HIAE, explica: além de colaborar para a produção das células NK, as boas gargalhadas aumentam a quntidade de saliva, que também é benéfica para a imunidade. "Com o acréscimo da saliva, sobe o nível de imunoglobulina, substância capaz de combater gripes e resfriados", explica.

       

sábado, 8 de setembro de 2012

ABANDONO EM DEUS





                                         
                                                Foto: Charles de Foucauld




Oração do Abandono



Meu Pai,
Eu me abandono a Ti,
Faz de mim o que quiseres.
O que fizeres de mim,
Eu Te agradeço.

Estou pronto para tudo, aceito tudo.
Desde que a Tua vontade se faça em mim
E em tudo o que Tu criastes,
Nada mais quero, meu Deus.

Nas Tuas mãos entrego a minha vida.
Eu Te a dou, meu Deus,
Com todo o amor do meu coração,
Porque Te amo
E é para mim uma necessidade de amor dar-me,
Entregar-me nas Tuas mãos sem medida
Com uma confiança infinita
Porque Tu és...
Meu Pai!

(Charles de Foucauld)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

FUI AO ITORORÓ E ENCONTREI "CONJUNTIVITE MEMBRANOSA"



       Conhece aquela cantiga de roda: "fui ao Itororó beber água, não achei / encontrei bela morena ...?"
        Pois é. Aconteceu assim conosco. 
        Mamãe e eu, desde há alguns anos, fugimos do frio de Varre-Sai que, por ser úmido, faz mal a velhos e criancinhas. Frio "seco" é que faz bem à saúde.
        Este ano, tivemos que superar uma série de obstáculos para virmos ao Rio/RJ. Enfim, chegamos. 
        Poucos dias depois, mamãe foi "agraciada" com um mal que está acometendo os cariocas embora ainda não esteja sendo divulgado pelos meios de comunicação: CONJUNTIVITE MEMBRANOSA ou PSEUDOMEMBRANOSA.





       
       Seus olhos só melhoraram 21 dias depois. Como não houve a retirada de membranas, terá que fazer uma cirurgia para retirá-las, pois se acumularam junto à pálpebra inferior.
        Quando meu olho direito doeu fortemente e comecei a sentir como se houvessem cacos de vidro arranhando, fui imediatamente ao oftalmologista já nosso conhecido, Dr. Juan Julian Jimeno Jimenes, do Centro Oftalmológico de Ipanema. No outro dia, o olho já estava bem melhor. Só não contava que, com colírio antibiótico e tudo, a doença evoluiria atingindo o olho esquerdo e se tornando extremamente incomodativa, insuportável. Na sexta-feira, à noite, necessitei de consulta médica. Tive que procurar uma emergência oftalmológica. Então conheci o IBOL (atendimento 24 horas). Fiquei sabendo que se tratava deste tipo de conjuntivite menos comum. O paciente precisa comparecer à emergência de 2 em 2 dias, período em que se forma nova membrana que é retirada pelo médico. 
        Há pessoas que retiram umas 3 vezes. Outras, retiram 10. Depende das condições do sistema imunológico. Já retirei 3 vezes. Observei, hoje, que haverá uma 4ª vez...
        Isto é que é passeio... Ficar quietinha em casa e só sair para ir ao médico.  Só assim conheci o IBOL (Instituto Brasileiro de Oftalmologia), situado na Praia de Botafogo. Chegando lá, o recepcionista pergunta:
       - Já é paciente?
       - Sou. Vim tirar membrana... 
       A sala de espera, ampla e confortável, abriga grande número de pessoas escondidas atrás dos óculos escuros. Quem aguenta um pouco de claridade, vê TV; outros conversam, muitos olham para o chão. Durante o dia, o número de pacientes é maior. Lá pela madrugada, fica mais escasso.   


sábado, 18 de agosto de 2012

O ECOLOGISTA "PADRE CÍCERO"





     


      Em 1880, Padre Cícero já defendia a ecologia no sertão nordestino...
                   

                      PRECEITOS DO PADRE CÍCERO


      Não derrube o mato. Nem mesmo um só pé de pau.

      Não tocar fogo no roçado nem na caatinga.

      Represar os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com uma pedra. 

      Plantar cada dia,  pelo menos um pé de árvore, até que o sertão todo seja uma mata só.

      Construir uma cisterna no oitão da sua casa para receber água da chuva.

       Se o sertanejo obedecer este preceitos, a seca vai aos poucos acabando, o gado vai melhorar e o povo terá sempre o que comer.

       Não caçar e deixar os bichos viverem.

       Não crie boi nem bode soltos, faça cercado e deixe o pasto descansar para ele se refazer.


     

sábado, 11 de agosto de 2012

CANTARES DO PASSADO



O futuro é esperança,
O presente, realidade.
O passado, uma lembrança,
Muitas vezes é saudade.

Para que existe passado?
Devia haver só presente...
Passado só serve mesmo
Para dar saudade na gente!

              (Autor desconhecido)

sábado, 4 de agosto de 2012

O BICHO O LIXO O BICHO O LIXO O BICHO O LIXO O BICHO O LIXO




O BICHO
Manuel Bandeira

  
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

terça-feira, 24 de julho de 2012

SANTA FILOMENA - A DEVOÇÃO EM VARRE-SAI

 
     Quando  minha avó paterna, Maria Emília Silveira Sobreira ainda era viva, eu, jovem ainda, não tinha muito interesse pela história da família.
    Conhecida por Maria Sobreira, era a filha caçula de Capitão Alexandre Inácio da Silveira, português que residiu em Varre-Sai no século XIX, tendo sido seu primeiro Juiz de Paz quando o local foi elevado a Vila.
     Sempre soube da devoção da família por Santa Filomena.
     Capitão Alexandre Inácio da Silveira, meu bisavô,  retornou a Portugal pelo menos uma vez. Foi quando trouxe consigo a antiga imagem de Santa Filomena que, atualmente,  voltou a ocupar o seu lugar na Capela a Ela dedicada em Varre-Sai. Por muitos anos esteve sob a guarda de dona Neguita (Filomena Pires de Almeida), neta de Adelina Silveira Pires e bisneta do Capitão Alexandre. Comentavam que a imagem foi retirada da Capela porque havia dúvida quanto à história de Santa Filomena. O povo dizia desconcertado: "foi cassado o título da Santa".  Lendo, agora, sobre Santa Filomena, por Padre Rogério, da Paróquia de São Sebastião/Varre-Sai, entendi melhor.
      Através de Elza Gorini, que não era da família nem varre-saiense, mas tinha grande interesse por tudo que se referia a Varre-Sai e tudo guardava na sua fantástica memória, ouvi sobre Santa Filomena e sua devoção em Varre-Sai.
      Capitão Alexandre e sua família reunia-se para as orações da tarde, diante da imagem de Santa Filomena,  na sala de sua Fazenda,  no lugar denominado "Vai e Volta", Município de Varre-Sai. O espaço, aos poucos, foi ficando pequeno pois os vizinhos começaram a participar também. Foi providenciado outro local junto à sede da Fazenda.
      Com a construção da Capela de Santa Filomena, em Varre-Sai, a imagem foi trazida da Fazenda do Capitão Alexandre, em procissão, para a inauguração e a primeira festa. Foi por volta de 1905. Dona Albertina Machado Vieira, neta do Capitão Alexandre por parte de pai, participou da procissão e dizia ter 05 (cinco) anos de idade e que veio vestida de virgem. E "ela havia nascido em 1900", emendava Elza Gorini.  É possível que alguém da família de dona Albertina saiba mais a respeito.
      Após os festejos, em 10 de agosto de 1905, a imagem de Santa Filomena retornaria à Fazenda. Foram feitas várias tentativas, dia após dia, devido à chuva constante e ao grande atoleiro que se formou. Até que entenderam que o lugar dela era na Capela onde está atualmente.
      Durante muito anos, pensava que a Capelinha, em Varre-Sai, havia sido construída pelo meu bisavô. Certa vez, ouvi de  Dona Antonica Lopes, filha do Capitão Chico Lopes, que houve participação de outros varre-saienses na construção. Não há como comprovar. Os antigos já se foram...
     Tão pequena era que bem podia ter sido custeada por uma só pessoa!
     Pequena que seja, foi nela que tive minhas primeiras aulas de Catecismo, ministradas pela Maria da Dona Joaquina  - Maria Almeida Vargas (?). Também  foi na sua escadaria que subi e desci vezes sem conta, com um peso da balança na mão direita ( daquelas balanças antigas, com dois pratos),  para não ficar pisando na ponta do pé devido à sequela de pólio na minha perna. E deu ótimo resultado! Foi a minha fisioterapia...
      

terça-feira, 17 de julho de 2012

O FUTURO A DEUS PERTENCE.




Quanta vida, frescor, vitalidade, promessas nesta simples folha.
A cor verde, da esperança,  não permite que se pense em algo desagradável.
Viver o hoje é ordem, é mandamento de Deus.
Deixemos o amanhã para amanhã.
Mas o amanhã será logo, logo, o hoje...
Como ignorá-lo?
Feliz é quem vive um dia de cada vez.
Feliz é quem tem um coração de criança e se abandona totalmente em Deus.
Feliz é quem tem suficiente confiança em Deus para jogar-se assim em Seus Braços.
Dá-me, Senhor, um coração simples e confiante para viver a vida totalmente abandonada em Suas Mãos!

domingo, 8 de julho de 2012

PARDALZINHO



O pardalzinho nasceu
Livre. Quebraram-lhe a asa.
Sacha lhe deu uma casa,
Água, comida e carinhos.
Foram cuidados em vão:
A casa era uma prisão,
O pardalzinho morreu.
O corpo, Sacha enterrou
No jardim; a alma, essa voou
Para o céu dos passarinhos!

                   Manuel Bandeira

domingo, 1 de julho de 2012

FORÇA E CORAGEM


A DIFERENÇA ENTRE FORÇA E CORAGEM
É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.
É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda.
É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida.
É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.
É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.
É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para fazê-lo parar.
É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para viver.

(AUTOR DESCONHECIDO)