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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

VOLTANDO DE ITAPERUNA




     Quem é morador de Varre-Sai, interior do Estado do Rio de Janeiro (noroeste RJ), depende da cidade de Itaperuna para quase tudo: especialidades médicas, hospital, comércio, educação (curso superior). 
     Ontem, mamãe teve uma consulta com o nefrologista. Aproveitei para fazer umas compras. Insuportável o calor. Uma cidade simpática, que oferece tudo de que necessitamos,  mas com um clima que maltrata sobretudo a nós, varre-saienses, habituados a uma temperatura mais baixa devido à altitude da nossa cidade. Não somente a nós. É uma cidade extremamente quente. Um verdadeiro castigo.
     Há quem diga que o comércio de Itaperuna deveria funcionar até mais tarde, principalmente durante o verão, pois a temperatura é mesmo infernal. A cidade está localizada dentro de um caldeirão de pedra...  
     Quanto a Varre-Sai, embora muito tardiamente, alcançou um progresso razoável, a contar do asfaltamento da estrada, ocorrido durante o governo militar (governo desenvolvimentista = maior endividamento do País).
     Naquela época, pouco ou nada sabia eu sobre política. Continuo sabendo muito pouco o que é lamentável... Nem conhecia a Capital, Rio de Janeiro. Sequer desconfiava de que nosso governo fosse uma ditadura de direita instalada no Brasil com o financiamento dos Estados Unidos. O que gerou o Golpe Militar de 31/03/1964 foi o temor de que o então Presidente João Goulart (PTB), cunhado de Leonel Brizola e com nítida inclinação para a esquerda, pudesse abrir as portas para o "mundialmente mal-sucedido" comunismo.
    Instalado o Governo Militar, tivemos como Presidente da República (eleição indireta, pelo Congresso) o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco e o regime duraria cerca de 02 (dois) anos. Durou 20 (vinte). Ninguém abre mão do poder sem mais nem menos. Mandar faz bem ao ego.
    Os meios de comunicação não divulgavam os protestos políticos, o sumiço de opositores ao governo (estudantes, jornalistas...). Só muito tempo depois conheci o jornal "O Pasquim", vendido às escondidas, que trazia notícias politicamente proibitivas. A essa altura, o regime militar já estava agonizando, o Presidente da República era o General João Batista de Figueiredo, e O Pasquim foi às favas tendo cumprido, porém, o seu dever.
     Vivendo pobremente no interior, a ditadura em nada afetou a minha vida simples de estudante que trabalhava para custear os próprios estudos.
     Em 1966, ao concluir o Curso Normal (Formação de Professores de primeira a quarta série do antigo Curso Primário), não consegui e, por certo, jamais conseguiria um emprego como Professora Substituta como meus colegas conseguiram. É que eu votava com o partido de oposição, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), hoje PMDB. Não o fazia por idealismo ou convicção. Minha posição tinha origem familiar.
     Deus me ajudou. Fiz, porém, a minha parte: estudava até altas horas. Fui aprovada no concurso para o Magistério, em janeiro de 1968, conseguindo o emprego tão necessário (bota necessário nisto!)  por meus próprios méritos.
    Já faz tempo que aboli da minha vida a preferência por qualquer sigla partidária. Tanto faz optar por candidato deste ou daquele Partido... Dá tudo no mesmo. Nossos políticos não se filiam aos partidos (que quantidade enorme, meu Deus!) segundo sua ideologia, mas o fazem tendo em vista a oportunidade de saírem candidatos. O que importa é alcançar o "poder"... 
    Aqui, como na China, é tudo igual... Menciono a China por ter assistido, hoje, 09/11/2012, ao pronunciamento do Presidente chinês. Falando da corrupção existente lá, ele afirmou: "poder e dinheiro andam juntos". Juntos? Na verdade, poder e dinheiro caminham "colados, grudados, atados, inseparáveis"... Para sempre. Até que a morte os separe. Para sempre?!... Até que a morte os separe?!...



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