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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

SOBREIRA


SOBREIRA ou SOBREIRO é uma árvore da família do carvalho, cultivada no sul da Europa e a partir do qual se extrai a CORTIÇA.
É uma espécie que requer solo úmido, relativamente profundo e fértil.
Distribui-se pela península ibérica e por alguns locais mais úmidos do norte da África.
Em Portugal, o sobreiro predomina ao sul do rio Tejo e surge naturalmente.
Portugal é o maior produtor mundial de cortiça.
A extração da cortiça não é prejudicial à árvore, uma vez que esta volta a produzir nova camada de casca (súber) com idêntica espessura a cada nove - dez anos, época em que é submetida a novo descortiçamento.



A casca do sobreiro - CORTIÇA - é um tecido vegetal formado por microcélulas, geralmente em forma poliédrica, sendo os espaços intercelulares preenchidos por uma mistura gasosa idêntica à do ar.
Características especiais da cortiça - é leve, resistente ao desgaste, impermeável, elástica mas de dimensão estável, com ótimas capacidades de isolamento térmico e vibrátil.
Grandemente usada na produção de rolhas para engarrafamento de vinhos e outros líquidos, é usada, também, na fabricação de inúmeros utensílios.
As naus quinhentistas eram naus de cortiça. Também usada na fabricação de bancos, gamelas, sapatos, arcas, etc.
A cortiça misturada com a borracha é usada, atualmente, na indústria naval e automobilística.
O Sobreiro tem sido, ainda, fonte inspiradora de pintores, poetas e escritores.
Vejamos estes versos antigos:


Eu sou a nobre sobreira,
Sou das árvores principais;
Desejo saber, oliveira,
Qual de nós valerá mais.
Eu sou na serra criada
Como tu és igualmente,
Dou aumento a muita gente,
Tu pouco lhe «dias» «ó» nada.
Há muita gente elevada
Que por mim «alvora» bandeira.
Em toda a Nação inteira
Eu rendo muitos milhões.
Tenho fama nas nossas nações,
Eu sou a nobre sobreira.
Para mim fábricas se «têm» feito
Em vilas, aldeias e cidades;
Dou para comprar propriedades
E faço torto do direito.
Há pessoas de respeito
Que por mim juntam cabedais.
Dou sustento aos animais
Com o meu fruto de valor;
Dou riqueza ao lavrador;
Sou das árvores principais.
Dou cortiça de valia,
Da minha casca se faz tinta;
Sou a árvore mais distinta
Que se encontra hoje em dia;
Para «milhor» galantaria,
Há muita gente estrangeira
Que faz de mim madeira,
Móveis para pessoas de bens.
E tu qual é o valor que tens?
Desejo saber, oliveira.
Responde e vê o que dizes,
Que eu tenho mais que dizer.
O teu valor não dá para Ter
Mais do que eu homens felizes.
Não quero que me escandalizes
Na resposta que me «dais».
Se contra mim te «levantais»,
A repetir frases me obrigas,
Mas depois que tu me digas
Qual de nós valerá mais

Oliveira
respondendo à Sobreira


Ó alta, nobre sobreira!
Porém a saber te dou:
Se muita valia tens,
Eu a mais valerosa sou.
  Se noutro tempo tu davas
No ano quatro novidades,
Com todas essas verdades
O valor não me tiravas.
Até aqui só escutavas
O menos valor da Oliveira,
Mas a valia verdadeira
Desde já dou-te a saber.
Escuta o que te vou dizer,
Ó alta, nobre sobreira!
P’lo dilúvio universal,
Quando o castigo foi mandado,
Vê se o meu ramo sagrado
Foi ou não um bom sinal,
Quando a pomba de um casal
No meu raminho pegou
E a Noé o entregou,
Dando prova do mundo novo.
Na presença desse povo,
Porém, a saber «te» dou.
Que mesmo daí p’ra cá
Adora-me o povo inteiro.
Até o meu ramo no dinheiro
À tua direita está.
Árvore nenhuma haverá
Que mereça tantos bens.
Sobre mim para combater?
Em breve te faço ver
Se muita valia tens.
 

2 comentários:

Marilisa Peeters disse...

Oi Minha querida!!
Td bem??
OLha, à respeito da prótese auricular não posso te dar maiores informações, pois aquela postagem eu vi na internet e achei tão linda que resolvi publicar no blog, mas não fazia nenhuma referência sobre qualquer detalhe. Acredito que se colocares no google as palavras "próteses auriculares" talvez tenhas maior sucesso. No caso de teu sobrinho eles devem ter dito isso em função do crescimento, mas é possível fazer novas próteses conforme o crescimento...
Um grande abraço e bom final de semana
Marilisa

Lucia disse...

Vou copiar Apoesia sobre a árvore afinal somos muito importantes.Esaber que pessoas ficam na sombra do sobreiro. levanta um pouco o nosso ego,pois estam em baixo.
Sabe que gostei muito da sua dúvida a respeito da idade:-Sou uma idosa professora aposentada. Dizem que há distinção entre ser "idoso" e "velho".Velho é quem não serve pra nada e mesmo assim tem sabedoria que nenhum livro ou faculdade pode dar,Idoso é quem coleciona idade.