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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

GILCA RIBEIRO, IRMÃZINHA DE SANTA TEREZINHA

Irmã Gilca e Irmã Arlete são as duas últimas remanescentes das muitas freiras que atuavam aqui em Varre-Sai, pertencentes (é este o termo correto?) ao Instituto de Santa Teresinha, fundado pelo Padre Rosário em Campos/RJ, sede deste Bispado.
Dedicavam-se especialmente à Educação.
Hoje, o Colégio Santa Teresinha está fechado.
As duas continuam vivendo aqui porque gostam do lugar.

Dentre as importantes atividades que exercem na comunidade, há uma que o fazem muito bem: a de visitadoras.

Irmã Gilca Ribeiro, com 24 anos de vida consagrada, lembra muito Santa Teresinha: está sempre alegre, sorrindo por nada e por tudo, gosta de fotografia  como a querida Santinha.
Tal qual uma criança e uma criança feliz, é uma presença cheia de simplicidade e espontaneidade. Esteve aqui em casa há algumas semanas. Trouxe-nos uma grande paz e alegria.

Para quem está afastado da Igreja, seja por doença ou qualquer outro empecilho, uma visita que recebe é revestida de grande importância e contentamento. Na verdade, necessita dela

Esta é uma lacuna existente na Igreja Católica, sobretudo na paróquia onde não há a atuação dos Vicentinos (SSVP). Chego até a pensar que estejam sendo considerados arcaicos. Vai ver que estou imaginando coisas destituídas de veracidade! Velhice é um problema!

O certo é que, quem está bem nunca, ou raramente, lembra-se daquele que vai mal.
Além do que é desagradável a convivência com quem não vai bem por que motivo seja, admito.
Pode até ser que o católico se lembre e pretenda realizar esta obra de misericórdia que é a visita. 
Uma simples distração, entretanto, apaga de sua mente tão valiosa intenção.

Quem experimentou a doença e a consequente falta de convivência com seus conhecidos (não digo amigos, isto é raridade!) sabe do que estou falando.

Outra verdade é que visitar é uma "arte".
Eu nunca fui uma boa visitadora. Aprendi um pouco na SSVP, como membro da Conferência São José Operário, Paróquia Nossa Senhora da Natividade, RJ, consequência de, para trabalhar, haver morado na casa de minha irmã por 17 anos.

Lúcia e meu cunhado Sebastião Odithes levaram-me a fazer parte dos Vicentinos.
Foi um passo definitivo para minha reinserção na Igreja da qual estava afastada há muitos anos, bem tranquila no meu cantinho, em cima do muro e nele querendo permanecer, sobretudo quando aconteceu o "estouro" que foi o afastamento dos Católicos Tradicionalista (tão orantes, tão devotos, tão dedicados e amados), ocasionado pela posse do novo Bispo que introduziria as reformas resultantes do Concílio Vaticano II .

A SSVP, fundada por Frederico Ozanan, na França, no século XIX, desenvolve habilidosa e competentemente (devido por certo à larga experiência conquistada ao longo de século e meio de existência), uma grande quantidade de trabalho, na Igreja e na comunidade, incluindo a visitação, que é um dos motores das suas atividades.

Aqui na Paróquia São Sebastião de Varre-Sai, além das Irmãs do Instituto Santa Teresinha, desconheço a existência de equipe que se dedique a tarefa que se reveste de tanta nobreza.

Adoeceu? Sumiu da Igreja? Ninguém quer saber... Pode até querer, mas não o faz porque nada lhe é cobrado.

Visitar doentes (em casa ou no hospital), visitar presidiários, visitar as reuniões abertas do A.A. (que é uma maneira de aplaudir este Grupo que realiza trabalho tão eficiente), requer disposição, compromisso, amor ao próximo ou simplesmente obrigação de cristão.

Nossos irmãos protestantes nada deixam a desejar neste aspecto. Eles possuem know-how em abordagem, aproximação, contato, este tipo de coisa. 


Daí a importância das Irmãs Gilca e Arlete na nossa Paróquia. Elas também sabem "como fazer" e não se esquecem de que visitar enfermos e carentes de toda sorte são questões que constarão da prova definitiva que será o Juízo Final. Jesus já nos adiantou todas as questões!

Graças a Deus que elas querem permanecer aqui!
No momento em que estou digitando este texto nem tenho notícia delas. Mas conto com a presença delas entre nós por muitos anos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Conheço as duas....são umas santinhas de Santa Teresinha!!!