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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

SABIÁ LÁ NA GAIOLA







Sabiá Lá Na Gaiola

Paula Santoro

Sabiá lá na gaiola
Fez um buraquinho
Voou, voou, voou, voou
E a menina que gostava
Tanto do bichinho
Chorou, chorou, chorou, chorou


Sabiá fugiu pro terreiro
Foi cantar no abacateiro
E a menina vive a chamar
Vem cá sabiá, vem cá


Sabiá lá na gaiola


A menina diz soluçando
Sabiá, estou te esperando
Sabiá responde de lá
Não chores que eu vou voltar
(Composição: Mário Vieira/Hervé Cordovil)



Esta música é antiga com certeza. Lembro-me dela há muito, muito tempo.
Cantei-a para os meus alunos, no Jardim de Infância, entre 1968 a 1972, período inicial de minha carreira no Magistério Público Estadual.
E qual não foi minha surpresa ao cantá-la para o meu sobrinho-neto, Gabriel, na semana passada?
Ele reconheceu a música! Eu duvidei. Ele garantiu:
-Eu já ouvi sim. A tia lá da minha escolinha cantou para nós! Eu conheço mesmo.
Ué, na cidade grande ainda cantam músicas antigas para a meninada!
A verdade é que música que agrada às crianças não tem idade. Aliás, música não tem idade. Veja o "Abre Alas" da Chiquinha Gonzaga que faz sucesso até hoje!
Agora vejam só: estão cantando "Atirei o Pau no Gato" com a letra toda modificada. Soube que assim é melhor para despertar na criança o amor pelos animais.
Que bobagm! É música infantil, que todo mundo cantou um dia, principalmente em brincadeira de roda no meio da rua. Assim era possível aqui no interior de antigamente, onde o trânsito de veículos motorizados era quase zero.
Eu cantava que o gato foi mesmo atingido e que deu um grande berro! E nunca fiz ou mandei fazer qualquer maldade com os animais!
Mas faço uma ressalva: para mim, gente é gente, bicho é bicho. Cada um no seu habitat.
Talvez eu pense assim por nunca ter tido animal de estimação. Nem eu nem meus irmãos. Minha mãe não gostava de bicho dentro de casa. 
Hoje, muitos psicólogos aconselham a adoção de um bichinho, não só por crianças mas também por adultos solitários.
Nada tenho contra. Só sei que dá trabalho como gente mesmo... E há, ainda, o inconveniente de causar alergia, transmissão de doenças... 

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